O Crescimento da Armadilha da Desigualdade

Inúmeros estudos já confirmaram a relação existente entre o nível de escolaridade e
renda dos pais e o desenvolvimento escolar e ascensão social de crianças e
adolescentes. Apesar de não ser somente esse fator que influencia no sucesso de um
futuro consolidado de uma pessoa, ele está presente de forma consistente nessa “
Armadilha da Pobreza”, que se refere ao círculo vicioso que a falta de recursos
fincanceiros imprime na vida de muitas famílias de países onde a desigualdade social é
presente.
Com a pandemia da Covid-19 tal desigualdade foi exacerbada, o que era ruim no cenário
socioeconômico para os grupos de menor renda, se tornou pior e mais preocupante,
segundo o relatório da Oxfam, “O Vírus da Desigualdade”, a previsão é que grupos mais
pobres demorarão cerca de 14 anos para se recuperarem dos impactos econômicos,
impactos esses que se relacionam de forma direta com outros indicadores sociais, como a
educação.
Outro termo que se relaciona com a nossa problemática é a “Pobreza de Aprendizagem”,
que se refere a parcela de crianças que não consegue ler e compreender um texto
simples ao terminar o ensino fundamental ou nos primeiros anos do ensino médio. Com a
pandemia incorrendo no afastamento da escolas em 2020 e na readaptação da rotina em
2021, o último relatório do Banco Mundial estimou que cerca de 2 em cada 3 alunos, da
America Latina e Caribe, estarão nas estatísticas da “Pobreza de Aprendizagem”. A
evasão escolar pode aumentar em até 15% nessas projeções.
A Armadilha da Pobreza que citamos anteriormente está sendo reforçada no desenrolar
das previsões sombrias de uma sociedade de tantas desigualdades.
Em uma família onde os recursos são poucos para sua subsistência, o que sobra para ser
investido em educação? Como a próxima geração vai mudar essa trajetória se não há
capital sobrando para quebrar essa “corrente de mazelas”? Nos resta perguntar, o que a
sociedade como um todo vai fazer para o enfrentamento de cenário?